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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Chovendo

Os dias estão chuvosos. Cinzentos. Frios. Úmidos. Feios. Há quem encontre beleza nos dias chuvosos, há quem fique em casa vendo um bom filme debaixo das cobertas. Mas eu...

Eu fico olhando a chuva caindo sem parar do outro lado da janela. A minha respiração deixa o vidro ainda mais embaçado. Mas é só passar a mão que já dá pra ver do outro lado de novo. Eu vejo um monte de sombrinhas apressadas lá embaixo. Vejo as outras janelas fechadas, com medo da chuva entrar. Poucos passarinhos, e muito cocô de cachorro melecando as ruas, se desfazendo. Hoje aqui em casa faltou luz, por muitas e longas horas. Por isso eu fiquei olhando lá fora. Mas na verdade, eu estava olhando era pra dentro.

Estou chovendo. Os meus olhos estão embaçados e é preciso passar a mão várias vezes pra ver direito de novo. A minha respiração é fraca e apressada. Tem um nó no meu peito. Procuro alguém pra conversar, alguém pra me ouvir, mas as outras janelas estão fechadas, com medo da chuva entrar. Me sinto um cocô de cachorro melecando as ruas, me desfazendo. Dentro de mim falta a luz, por muitas e longas horas.

Estou chovendo. Dentro de um copo dágua.


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

FECHADA PARA BALANÇO

Palavras do acupunturista: "Você pode ser mais leve, sem ser leviana." E aí, por um momento eu deixei de fazer as coisas pensando no medo, para fazê-las pensando no bem que poderiam me fazer.

E tomei uma série de decisões importantes. Não que elas sejam definitivamente certas, ou boas... Mas pelo menos eu tirei quem não tem nada a ver com a história da história. E agora estou sozinha. Sozinha mesmo, pra pensar, pra agir sem consultar, pra perceber, pra me olhar. Pra tentar me divertir de outras maneiras, e ver o que é que dá. Pra chorar sozinha e não telefonar. Pra finalmente, me virar.

Estou fechada para balanço. Abriremos as portas em breve.