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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ser ou não ser?


Uma borboleta. O Dr. Acupunturista tem conversado muito comigo nas últimas semanas sobre o motivo dessas dores de cabeça. Que nem a acupuntura está dando jeito. Por enquanto. O que ele fala eu concordo, concordo mesmo, mas... Tem alguma coisa esquisita. Estou tentando descobrir o que é.

Ele diz que essa minha dor vem de uma grande sede de autonomia. Eu tenho muita vontade de ter as minhas coisas, e ser dona da minha vida sem dar satisfações pra ninguém. Mas infelizmente, nos dias de hoje, pra se conseguir essas coisas, é preciso ter independência financeira, isto é, pagar suas próprias contas, com o seu próprio dinheiro. E pra ter o seu próprio dinheiro, você deve trabalhar, de preferência em alguma coisa fixa, que não te dê dúvidas de que todo fim de mês lá está o seu salariozinho pra pagar todas as suas despesas. Certo? Certo.

Só que o teatro... O teatro é alguma fixa que não te deixa dúvidas de que você vai receber??? Não né. Aliás... Quer profissão mais incerta? Eu amo teatro, amo de paixão, quero fazer isso para o resto da minha vida! Mas, enquanto eu não tiver estabilizada em alguma coisa fixa na área teatral, eu preciso ter outra coisa pra me garantir. Pra garantir a minha tão querida autonomia. Não, eu não estou trocando o teatro por outra coisa, eu só vou me segurar enquanto o teatro não me segura.

Pra isso... Vou fazer faculdade de outra coisa. Que outra coisa eu ainda não descobri, mas eu acho que tem fundamento isso, não tem? O Dr. Acupunturista disse que eu não sou dessas que tem jeito de sair pelo mundo voando, vivendo de artesanato... Ele disse que eu quero voar, sim, mas com um pezinho lá no chão, tendo um lugar pra onde voltar, um teto pra morar, uma cama pra dormir... E eu concordo. Eu tenho tendências fugitivas, mas tudo com muita segurança. A insegurança e a instabilidade me deixam com dor de cabeça.

Mas olha essa fala dele, essa me doeu: "Não dá pra ficar voando por aí que nem uma borboleta! Pessoas sem pé no chão não são confiáveis, não conseguem muita coisa, pois estão sempre levitando. Você pode sonhar sim, deve fazer isso, pois é jovem ainda, você deve voar sim. Mas crie sua raizinha em algum lugar pra quando você quiser voltar. Porque pelo que eu conheço de você, você vai querer voltar. Não foi criada pra levitar completamente."

Saí pensando, pensando, pensando... E concluí, por ora. Eu quero sim ser uma borboleta, livre, mas quero ter o casulo firme e forte no mesmo galho. Pra voltar. Por via das dúvidas.

POR VIA DE MUITAS, MAS MUITAS DÚVIDAS MESMO.

O CAPOTE.


Hoje foi um dia que já começou caótico! Tinha acupuntura 10:30h, minha mãe me acordou às 10:21h. O porqueira do meu celular despertou, adivinha como? Acendendo a luzinha! Sem nenhuma vibração ou som, ele simplesmente acendeu! E como eu estava de olhos bem fechados... Enfim. Liguei pra lá e perguntei se tinha outro horário pra mim. Tinha, 11:30h. De qualquer maneira, eu estava atrasada. Trânsito na Av. Amazonas é daquele jeito.

Me arrumei correndo e desci correndo para o ponto do ônibus. O desci correndo é literal. Desci correndo pra pegar o ônibus mais cedo. Quando estava descendo o morrão cheguei a pensar: "Meu Deus, um tombo aqui não seria nada agradável", mas continuei correndo, afinal, estava com pressa. Virei a esquina e parei de correr porque tinha uma obra no passeio, atravessei a rua calmamante e, do nada, mas do nada mesmo, eu tropecei numa bosta de um rachado do passeio e capotei. Capotei, mas capotei bonitoooooooooo! Fui catando cavaco por uns 3km até finalmente bater com o meu lindo cotovelo e o joelho direitos no chão. Minha calça rasgou e minhas mãos ficaram todas raladas. Tinha uma galera varrendo a rua. O gari veio me socorrer. "Machucou?" Ô perguntinha besta né... A pessoa se estrumbica no passeio cheio de areia, mete o cotovelo no chão, rasga a calça e o outro ainda vem me perguntar se eu machuquei?? CLAAAARO que eu machuquei né, meu filho... Estranho seria se eu não tivesse nenhum arranhão. E ainda me deu uma bronca: "Não pode correr deste jeito, senão pode até quebrar um braço..." E eu, toda sem graça, me levantando com o sorriso mais amarelo do mundo, "é, pois é, esse horário de verão, estou super atrasada... hehehe..." Pensando: "Imbecil, eu preferia ter me estrupiado sozinha sem ninguém pra ficar olhando!" Segui andando em direção ao ponto, mancando, procurando onde mais eu tinha ralado.

E como ardia, viu!!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

OUTRA BORBOLETA!

Parece mentira, mas sabe quando vc entrega nas mãos do destino e pede a ele um sinal, um único sinalzinho pra vc saber que as coisas estão acontecendo como devem acontecer? Pois é, ontem eu recebi o maior de todos esses sinais. Na verdade, eu já recebi 2 deles, mas esse foi quase que um tapa na minha cara.

O primeiro sinal eu já até postei aqui no blog, de uma certa borboleta que entrou na cozinha da minha casa. O segundo foi uma outra certa borboleta que estava simplesmente voando pelo escaninho do TU. E ontem...

Tudo começou com um sonho. Eu estava num sítio e era o meu aniversário. O Gregório da minha sala me deu uma borboleta de presente, me deu para que eu segurasse. Era uma borboleta de desenho animado, é muito engraçado como que nos sonhos absolutamente tudo pode acontecer. Aí quando eu segurei, ela voou e desenhou no céu azul marinho com estrelinhas o meu nome! Nossa, acordei chorando de emoção! Esse já foi um sinal...


Mas esse outro... Vocês nem vão acreditar... Na hora da aula, quando o Linares pediu pra gente vestir os figurinos para começar o ensaio, fomos para a sala ao lado. Peguei o meu vestido que estava pendurado na janela (deixei na janela pois havia suado demais no dia anterior) e fui colocar. Quando vi, tinha uma borboleta pousada no vestido! Linda, toda aveludada! NO MEU VESTIDO, NO MEU FIGURINO!!!

O que ela estava fazendo lá? Dizendo que eu não preciso fazer nada para ser livre, para voar. Isso já está dentro de mim. Ela me disse que eu posso ficar tranquila pois tudo está seguindo seu rumo como deve ser. E eu estou no caminho certo, só preciso me acalmar e acreditar. E é claro, eu chorei que nem menino pequeno... Quis abraçar alguém. Abracei o Miguel que estava perto na hora. Tentei falar pras pessoas como aquilo significava alguma coisa forte para mim... Mas é claro, ninguém entendeu. Ficaram rindo de mim. Demorei um tempão pra voltar, pra me concentrar e fazer as coisas direito...

A borboleta...! A borboleta!