
domingo, 2 de outubro de 2011
Não é para ser entendido.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Um dia de mulherzinha. Ou quase.
Ass: Bella Marcatti
Promessinha besta
Mas quer saber? Eu já sabia disso, mas hoje posso falar como quem fala por experiência própria.
DEUS AJUDA A QUEM CEDO MADRUGA.
Só porque optei por me mexer hoje, meu dia foi sensacional e cheio de surpresas agradáveis, momentos legais e divertidos. Porque eu optei.
Por isso eu me coloco o desafio aqui no blog, para todos o que me leem e acompanham, me ajudarem. Acabou essa parada de acordar tarde todos os dias. Um sábado, um domingo, ainda vai. Mas dia de semana, chega dessa joça. É difícil, é chato e eu não gosto, mas vou tentar acordar pelo menos um pouco mais cedo pra fazer o meu dia render mais. Dormir mais cedo é tarefa árdua também e fica um pouco em segunda instância tendo em vista meu cotidiano profissional e virtual, maaaasssss eu prometo tentar, pelo menos em alguns dias da semana, dormir mais cedo.
E está declarado para mim mesma essa minha vontade de ser uma pessoa melhor na vida. Obrigada e amém.
Ass: Bella Marcatti
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O chato
Te contar, viu...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Post encomendado
Espaço: Uma noite qualquer numa cidade qualquer. De praia.
Situação: Um grupo de pessoas qualquer espera do lado de fora do teatro um grupo de artistas (que não pode ser qualquer) que acaba de se apresentar.
APRESENTAR - No dicionário, alguma das definições
1) Expor
2) Mostrar, oferecer à vista
3) Exibir
4) Pôr na presença de
Essa é uma história de muitas apresentações.
Ele havia se apresentado para ela, mesmo que sem saber. De cima do palco, as luzes ofuscam um pouco a visão, e a plateia nada mais é do que um mar à noite. Breu. De onde ela estava sentada, na lateral, ela via somente o perfil dele e ouvia as bobagens que ele falava. Se divertia.
Fim do espetáculo, descendo os degraus da porta do teatro, ele foi apresentado ao sorriso dela. Um infinito de milésimo de segundo, tão rápido que ninguém percebeu sua pausa no meio de tanto movimento, mas para ele, tão lento, que sua mente teve tempo o suficiente para fotografá-lo na memória.
Eles não foram devidamente apresentados, com aperto de mãos e beijinhos nas laterais do rosto(na cidade dele, normalmente dois, na dela, apenas um), o que foi ótimo por não causar desconforto a nenhuma das partes, já que ele poderia parecer atirado demais e ela tímida demais. E nenhuma das duas coisas era verdade.
Tempo: Algumas horas depois.
Espaço: Uma pizzaria qualquer.
Situação: Conversa qualquer.
"Senta! Eu não gosto de conversar sentada com uma pessoa que está em pé! Me dá nervoso!"
Ele se senta em frente a ela por dois minutos. Faz o máximo para ser agradável e gentil, e ela percebe isso.
Ela não é apresentada ao prazer de estar em sua companhia, pois uma suposta namorada bate o pé bem irritada e diz que vai embora. E ele vai junto.
Ela, incomodada.
(...)
Tempo: Na semana seguinte.
Espaço: Ela na cidade dela. Sem praia. Ele na dele. Com praia.
Situação: Comunicação via internet.
Foram apresentados. Ainda bem que pela internet não existem essas coisas de dois ou um beijinho. Ele não parece atirado demais e ela não parece tímida demais, e eles se dão bem. Conversam sobre trabalho, e a propósito, a moça daquele dia não era namorada dele.
(...)
Tempo: Nas semanas seguintes.
Espaço: Ela na cidade dela. Sem praia. Ele na dele. Com praia.
Situação: Muitas horas de comunicação via internet, sms e telefone.
Eles se parecem em quase tudo. Se divertem juntos, dividem e compartilham o cotidiano, o que acontece de bom e de mau.
Todos os dias.
Eles já gostam assim sem nem perceber. Naturalmente, como se tivesse que ser assim e pronto. Não foi combinado, não é regrado, não tem jogo e nem explicação. É.
(...)
Tempo: Breve. O que não chega nunca.
Espaço: Na cidade dela. Sem praia.
Situação: Um novo encontro.
Finalmente, eles serão apresentados. Na cidade dela, um beijinho. Pelas contas dele, :***************************************************************************..."
Atendendo a pedidos, essa é só mais uma história de "quando a vida tá meio parada e aí ela nos apresenta pessoas legais. (digdin)"
Ass: Bella Marcatti
sábado, 4 de junho de 2011
Impressões de uma terapia.
Mas sabe. existem pessoas que estudam para ouvir 100%. São os ouvidos mais atentos do mundo, e estão diretamentes ligados a um cérebro magnífico que ao receber informações da minha vida é capaz de simplificar toda a minha confusão (porque não é o meu próprio cérebro, obviamente), e mandar pela boca palavras de (des)conforto que me fazem sentir melhor. Por apenas alguns muitos dinheiros. E eu resolvo falar as palavras engasgadas para os ouvidos 100%. Começo falando baixo, um pouco tímida, as palavras se espremendo entre o ar e o osso de galinha, saindo meio tortas e cansadas. Quase não acreditando que estão sendo libertas, meio desconfiadas, ressabiadas, fazendo rodeios. Não sabem ao certo pra quem estão indo, se misturam nas mãos agitadas trocando o anel de dedo em dedo, arrumando a franja já arrumada, colocando o cabelo atrás da orelha, mexendo na casquinha do brinco que tá inflamando a orelha, puxando fiozinho da blusa, se misturam nas pernas fortemente cruzadas. São soltas e jogadas para alguém que realmente as escuta, e aos poucos as outras vão sentindo vontade de sair também, pois também querem ser ouvidas. E as outras, as outras, as outras... Nessa hora as palavras da garganta já liberaram o espaço e o ar passa livremente, de dentro pro mundo, do mundo pra dentro. Existe ar do lado de fora, e é tão puro, e é tão bom. Balão de gás hélio. E sobe, sobe, sobe... E quanto mais alto, mais leve, pois as palavras estão saindo e tirando todo o peso. Palavras que estavam guardadas em tantos lugares, onde nem eu mesma sabia que existiam. E falo falo falo falo falo...
Mas também escuto. Verdadeiras porradas. Coisas que me fazem parar por três segundos num sorriso amarelo, numa reflexão tão profunda que sou capaz de viajar no meu universo inteiro e voltar com outra visão completamente diferenciada de tudo o que eu acabei de falar. E é simples assim como parece. Simples e dolorido assim. Dolorido porque descubro que se a minha vida fosse um filme num daqueles rolos de cinema antigo e você resolvesse projetar numa parede qualquer, você veria um filme em sua maioria preto e branco, totalmente mudo, e em algum determinado momento (ainda do início) a película embolaria e não daria pra ver o resto. A única pessoa interessada em ver o resto sou eu, portanto o trabalho de desembolar e consertar pra não embolar de novo é todo e puramente meu. Paciência, cuidado, organização do enredo, das datas, dos fatos, dos sentimentos de cada cena. E sem deixar romper para que o filme não fique pela metade pra sempre. O interesse é meu de ver esse filme terminando em um final feliz, colorido e com a trilha sonora que eu gosto.

Ass: Bella Marcatti
sábado, 23 de abril de 2011
Feriado...
Hoje já é segunda feira?
E agora?
...
...
...

segunda-feira, 11 de abril de 2011
Apenas mais uma aventura do fim de semana...

sexta-feira, 8 de abril de 2011
Destino
Vi e falei: Será. E tá sendo. E eu continuo sentindo que é. E será. Será?segunda-feira, 21 de março de 2011
Tempo tempo tempo...

domingo, 20 de março de 2011
Só mais um diário...





quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Se é que isso é loucura...
Mas. Tem UM AMOR, um único amor que é diferente de todos os outros. Diferente porque é um aspecto específico. Não é explicável. É visível. É verdadeiro. E não pode ser o contrário do amor, e mesmo que fosse, continuaria sendo amor do mesmo jeito. Amor de quem pouco se conhece, mas já sabe que é pra sempre. Daqueles que não precisa de muitas palavras, e mesmo que elas venham desesperadamente em todos os momentos, os olhos é que falam. O jeito com que arrumo o cabelo atrás da orelha. O jeito que observo suas mãos enquanto você gesticula e fala. Amor de quem acorda e a primeira coisa que vem na cabeça é a sua imagem. Amor de quem pensa em você o dia inteirinho até na hora de dormir. E quando pensa, é como se nunca tivesse pensado. O estômago revira, nasce um osso de galinha na garganta, o coração dispara e o rosto fica idiota. Um sorrisinho idiota no canto da boca. Sintomas claros, específicos, verdadeiros, e se fosse tudo ao contrário... Seria amor do mesmo jeito. Amor do tipo que quer te contar cada coisa que vou fazer no meu dia, no meu mês, no meu semestre, no meu ano, na minha vida. Amor que te coloca em todos os planos, desde ir na padaria no fim da tarde até uma viagem inesquecível para o outro lado do mundo. Mas ir na padaria no fim da tarde com você também seria inesquecível. Amor do tipo que fica lembrando da sua voz, do seu sorriso e daquela gracinha que você fez, que nem teve assim tanta graça, mas você poderia fazer sempre do mesmo jeito que eu ia rir do mesmo jeito. Amor do tipo que fica memorizando suas expressões enquanto você fala pra se lembrar depois. Que fica filmando cada instante como se ele fosse o último e o mais importante, pra lembrar quando eu fechar a porta do meu quarto depois de ter te encontrado. E perceber que ah, pouco importa, todos os instantes com você são importantes. Amor do tipo que quer saber do que você gosta, só por saber. E quando vejo algo que me lembra, comento pra mim mesma: "Você gosta disso, eu sei, eu lembrei.". Amor que não precisa saber exatamente cada passo seu, só quer saber se está tudo bem. Amor do tipo que cria milhões de situações envolvendo nós dois. Ou do tipo que imagina como seria se você estivesse aqui agora. Amor do tipo que sente seu cheiro no ar, do nada, de repente, e procura de onde vem. Mas vem de dentro porque o seu cheiro é só seu e de mais ninguém. Amor do tipo que tem receio de encostar em você, com vergonha de você perceber o quanto estou tremendo por dentro, aquela tremedeira incontrolável, e de você achar ruim de eu encostar em você as minhas mãos geladas e suadas de nervosismo. Amor do tipo que. Amor do tipo que... do tipo que eu sinto.
Não sei o quanto eu sou louca. Se é que isso é loucura. Mas a esta hora eu não tenho nenhuma dúvida de que não é a toa, não é qualquer coisa, e é assim. Mesmo que eu pudesse apagar você da minha memória e eu não fizesse mais ideia de quem você é, se eu te visse andando pela rua por acaso, me apaixonaria de novo na mesma hora.
(Baseado no filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças")
Ass: Bella Marcatti
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Sessão Cineminha - "Onde vivem os monstros"
O filme não é para crianças.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Sessão Cineminha - "A Última Música"

domingo, 12 de dezembro de 2010
A saga da barata
Pra mim, a noite já tinha acabado. Eram 2 da manhã, eu já estava em casa, já havia realizado todo o longo e específico processo de retirar a maquiagem, já estava de banho tomado, dente escovado, pijama colocado. Sem sono. Resolvi ligar o computador pra dar um checada nos emails, ler os twitts que eu perdi, twittar qualquer besteira ou quem sabe encontrar um dos companheiros da madrugada no MSN.
Que calor que tá fazendo em BH esses dias, né? Arreganhei a janela e a cortina pro ar entrar. Eu disse PRO AR entrar.
Visualizem, eu sentada na minha cama com as pernas cruzadas que nem índio, o notebook em cima da cadeira em frente, e eu levemente curvada lendo as coisas, no maior silêncio e distração do mundo. De repente, do lado do computador, em cima da cadeira, aparece ela. Enorme, marrom, cascuda, com antenas do tamanho dos meus mindinhos. Poderia ser até simpática, dizendo "oi, o que você tá fazendo, posso ver?", mas eu não dei tempo pra isso.
Berrei, berrei, berrei, berrei, e saí correndo. A maçaneta da porta do meu quarto saiu na minha mão tamanha a minha delicadeza e calma em abrir a porta pra sair correndo. Correndo pelo corredor (até que enfim a palavra corredor utilizada como deve, se chama corredor é lugar pra se correr) eu não pensei duas vezes, passei pela cozinha e fui na área de serviço. Peguei uma vassoura e o incrível Baygon. Voltei pro quarto devidamente armada e preparada para a batalha.
Ótimo. A minha adversária é da cor do chão, da cor da cadeira, meu quarto é um ovo e tem duas camas e muitas bagunças, além da iluminação super fraca. Praticamente impossível achá-la.
Meu coração acelerava cada vez mais. Sentia o suor escorrendo pela minha testa e pelo meiozinho das minhas costas. Eu tremia e sentia vontade e medo de encontrá-la. Arredei as camas, tirei as caixas do chão, fechei a porta do armário (se ela entrasse lá já era. Eu nunca mais iria encontrá-la, e ela se sentiria a barata mais feliz do mundo no País das Maravilhas). Olhava pra todos os cantos e paredes e nada dela. Nada dela. Putz, já era. Nunca mais eu vou entrar no meu quarto, vou mandar cimentar a porta e fingir que esse cômodo nunca existiu, vou dormir na sala, que bosss........ Aaaaaaaaaaa olha ela ali! Ali! Ali! Ali!
Fiquei tanto tempo comemorando que ela quase sumiu de novo. Ela tava no chão, no meio do quarto e rapidamente correu pra debaixo da minha cama. Logo lá, que é o canto mais difícil de TODOS pra se caçar baratas! Eu subi na cama e fiquei olhando por cima da cabeceira, só espreitando. Enfiei o tubo de Baygon entre a parede e a cama e tsssssssssssssssss...
Tudo evolui no mundo. Uma vez ouvi dizer que as baratas são os seres mais antigos do mundo, e obviamente elas evoluíram muito de lá pra cá. Hoje em dia elas vêm com coluna vertebral e ação anti Baygon. Você esguicha o Baygon nelas e elas levantam a casquinha e dançam "la cucaracha, la cucaracha, tãnãnãnãnãnãnã" fazendo bundinha lelê.
Foi exatamente o que ela fez. Depois estalou a coluna e foi subindo pela parede, até aparecer por cima da cabeceira da minha cama. Eu tinha duas opções. Ou utilizava todos os meus dotes de "le parkour" e dava uma voadora na parede e a esmagava ou eu sujava meu chinelinho lindo branco de bolinhas pretas naquela coisa lindamente nojenta. Lindo mesmo seria se o meu berro daquele momento a matasse de susto, mas o máximo que ela fez foi ficar parada, o que me deu tempo de pegar a vassoura e tá! Tá! Tá! Tá! Morra, sua idiota, morra, morra, morraaaaaaa!!
Ela caiu no chão esperneando, fazendo o maior piti e implorando pela vida. Eu dei mais uma esguichada de Baygon pra ver se ela dançava mas ela não dava mais conta. Morreu. Rá! Eu venci! Ufa. Eu tava suando que nem uma tampa de chaleira, descabelada, vermelha e cansada. Foi uma verdadeira batalha. Mas eu venci.
Varri o corpo até a pá de lixo e a joguei no cesto, num enterro digno que ela merecia no meio das cinzas de cigarro do meu pai, papéis rasgados e outras nojentices.
Voltei pro meu quarto, o cheiro do Baygon estava insuportável. Dancei la cucaracha tãnãnãnãnãnã na web cam com o meu amigo Dani que acompanhou o processo de onde deu, tirei o colchão da cama e fui dormir na sala de estar.
4 da manhã. Agora sim, paz no meu sábado à noite.

Ass: Assassina profissional Marcatti.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Post ruim de moral interessante.
Sara e Luisa são gêmeas e estão na transição entre a adolescência e a vida adulta.
Mas todo mundo sempre disse que Sara é muito madura em relação a Luisa, mesmo elas tendo a mesma idade.
Luisa está afim de ir em festas e shows, está enchendo a cara de bebida, está começando a pensar em levar a faculdade um pouco mais a sério, ou começando a pensar que pode ser útil procurar um emprego. Luisa não quer nem saber de compromisso, quer curtir o cara gato daquele dia e tomara que ele não ligue no dia seguinte porque eu odeio cara que pega no pé. Se bem que ele tem uma Ferrari, então ele bem que pode ligar pra eu dar mais um rolezinho com ele por aí. Luisa não consegue conversar sobre um assunto interessante por mais de dois minutos. Ela fala sobre roupas, sapatos, cabelo, maquiagem e pára por aí. Luisa tem medo de crescer, medo de ser adulta. Estacionou.
Sara trabalha desde os 13 anos. Nunca teve tempo ou dinheiro pra ir em todas as festas que queria, ou pra comprar todas as roupas que achava bonitas. Desde sempre pagou todos os seus gastos, fossem eles com lanche, transporte ou ingresso pra festas. Sara é muito articulada, conversada, inteligente. Lê o jornal todas as manhãs, entende de quase tudo o que se passa no mundo, ama as artes, é capaz de conversar sobre qualquer assunto. Só tem amigos mais velhos e nunca gostou de fazer bagunça e aprontar com turma, tamanho seu senso de responsabilidade. Formada na universidade federal, trabalha já há anos dentro de sua área de formação. Avançou.
Estão com problemas em casa. Problemas de família.
Problemas assim mexem com qualquer pessoa, não interessa como ela é.
Dizem que uma pessoa só pode estar bem de verdade se tudo estiver bem dentro de sua casa. Afinal, é pra casa que você volta no fim do dia ou depois de uma viagem, e se não estiver tudo bem lá, não é pra onde você gostaria de voltar. Então, tem alguma coisa errada.
Luisa está forte. Encara os problemas de frente, discute, argumenta, ajuda a resolver. Apóia, conversa, funciona como um verdadeiro alicerce para a família toda. Age como uma pessoa adulta, que nem sabia que poderia ser. Avançou.
Sara não. A qualquer sinal de discussão e problema, se tranca no quarto e liga o som na maior altura. Finge que não é com ela, que não é ali. Passa a maior parte do tempo falando de outras coisas, fazendo outras coisas, como se nada daquilo lhe dissesse respeito. Não consegue dormir, não consegue comer, e tudo o que faz é se irritar. Age como uma adolescente rebelde, e não está nem aí. Regrediu.
Moral idiota da história idiota e totalmente mal escrita por falta de paciência e concentração: não adianta ser sensacional em tudo se você não tem estrutura emocional.

Ass: Sara Marcatti.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Vida social x Rede social
Não sei ao certo por onde começar. Eu não me lembro exatamente quando comecei com essa coisa de ficar horas e horas na frente do computador. Eu devia ter uns 14 ou 15 anos, e eu ia pra casa da minha tia, porque lá tinha computador e internet. Era daquelas internets discadas (khhhh, óóííóííííóóó khhhhhh, tãnãnãnãnã, khhhhh...), e só podia entrar depois de meia noite e fim de semana, sendo sábado depois das 14h até segunda feira às 6h. Todo fim de semana eu ia pra lá e passava as noites no bate papo do BOL, ou UOL, sei lá. Até certo tempo atrás eu tinha uma lista com os emails e números de ICQ de todas as pessoas que eu conheci nas salas de bate papo.
Orkut, pra vocês terem uma ideia, eu fiz no computador de acesso livre na agência do Banco Itaú que tinha na Av. João Pinheiro, em frente ao Promove, onde eu fazia cursinho pré vestibular. Ano 2005. O computador deve ter chegado na minha residência em meados de 2006. Demorou bastante até eu ter um computador em casa. Bastante mesmo. E quando eu ganhei um computador já usado da minha prima eu fiquei toda feliz.
E todo mundo já tinha internet banda larga, mas eu ainda usava a internet discada que fazia barulhinho e quando eu contava isso pras pessoas elas morriam de rir de mim. As mais legais me esperavam entrar no MSN (óh! Eu já tinha MSN) depois de meia noite e nós ficávamos até cedo conversando. Eu não tinha acesso a vídeos nem fotos, minha internet era a pura carroça e não servia pra muita coisa. Finalmente em 2008 mais ou menos veio a internet banda larga, e aí, rapaz... Aí a coisa descambou.Não sei ao certo como, nem a ordem de como tudo aconteceu, mas hoje eu tenho Orkut (embora não entre muito nele), MSN, Skype, Facebook, Twitter, Formspring e esse blog. Além do email, é claro. Sei lá, devo ter mais alguma coisa que não estou me lembrando agora, mas eu tenho.

Ah, que bom que ela cresceu na vida, vocês devem estar pensando. Mas eu digo que esse crescimento é muito relativo. Junto com o meu crescimento "virtual", cresceu também a quantidade de horas em que eu passo diante do computador. Tirando os dias em que eu tenho que sair de casa pra fazer alguma coisa, (eu não sigo rotina, tem dias em que trabalho e tem dias em que não trabalho), eu passo em média 14 horas na frente do computador, basicamente, o tempo em que estou acordada. Não me pergunte o que eu fico fazendo porque eu teria vergonha de dizer que eu faço as coisas mais inúteis do mundo, de assistir vídeos a bater papo e o resto você deduz.
As consequências físicas são visíveis. Esse par de olheiras não me pertenciam, e agora não há maquiagem que as esconda. De tanto ficar com as pernas em posição de "perna de índio" em cima da cadeira dura, surgiu uma espécie de calo no meu tornozelo, e provavelmente será necessária uma cirurgia para retirá-lo. Minha coluna dói quase todo o tempo, porque obviamente não consigo passar 14 horas na posição certa. Vario entre perna de índio, pernas encolhidas, pés em cima da cama, pés na cabeça, pés nas costas, pés nas paredes, pés em qualquer lugar que não seja o chão. Minha visão já deve estar fudida há séculos, mas eu ainda não percebi isso. E, o mais triste de tudo para uma moçoila da minha idade... A barriguinha flácida se acumulando a cada dia. Exercícios físicos jamais, né? Não tenho capacidade de levantar pra ir ali ver "As Cariocas" na TV (e olha que eu tô afinzona de ver), e vou ter ânimo pra malhar?? Mavá!

Agora, o ponto onde eu queria realmente chegar...
E a vida social!?
Eu não sei como responder a esta pergunta. Isso começou a rondar a minha cabeça mais fortemente de pouco tempo pra cá. Não que me preocupe. É apenas uma constatação. De todas as pessoas que eu convivo, menos de dez são conhecidas de outros meios que não a internet. Todas as outras, ou eu conheci pela internet, ou foram relações estruturadas totalmente através de comunicação via internet. Sem contar a quantidade de relações da vida que viraram relações de internet por falta de tempo, falta de créditos telefônicos, enfim. Inclusive, algumas pessoas eu nem conheço pessoalmente. São relações que nasceram na internet e se mantêm fortemente assim, à distância. (ou não)
Não sei o que isso é. Não sei pra onde vai. Não sei se vale a pena ficar escrevendo sobre isso, ainda mais num blog, o que é a mais pura forma de metalinguagem. Falar da internet na internet.
O fato é. Se a internet afasta ou aproxima as pessoas é uma questão que eu não posso responder. A verdade é que eu me sinto muito mais próxima das pessoas que estão na internet do que das pessoas que estão na minha vida real. E sinto que as pessoas reais são muito mais chatas e muito mais falsas e muito mais insuportáveis do que as pessoas da internet. Logo, está clara a minha escolha.

Eu não acho que eu seja uma pessoa na vida real e outra pessoa na internet. Eu sou a mesma Bella pra todo mundo. O fato é que eu começo a me sentir muito melhor e muito mais à vontade na frente do computador do que na vida real. Começo a preferir o silêncio do meu quarto, ou a música que eu escolher naquele momento (agora, I've Seen All Good People - Pink Floyd) do que uma falação frenética de bar ou boate. Prefiro o meu pijama molengo a uma calça jeans apertada. Prefiro o meu cabelo despenteado a minha franja arrumadinha pra frente. Prefiro aqui do que qualquer outro lugar. Aqui eu posso ficar offline quando quiser. Na vida não. Aqui eu posso inventar desculpas pra não conversar com quem eu não quero. Na vida não. Aqui eu posso dividir meus pensamentos com milhões de pessoas, desconhecidas ou não, e escolho o que leio em resposta. Na vida não. Aqui tanto faz. Na vida não. Aqui é muito importante. E na vida tanto faz.Ass: Bella Marcatti.
PS: www.meadiciona.com/bellamarcatti
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
1) Impressão viva. Na minha interpretação, isso é quando você pensa tanto, mas tanto, mas tanto no ser receptor da paixão, que ele se torna quase palpável diante de você. Como se você sentisse o tempo todo aquele perfume, aquele toque, e tivesse realmente vendo aquele rosto na sua frente. Tipo, mas é só impressão sua mesmo. Ilusão, delírio, idiotice, sei lá.
2) Perturbação ou movimento desordenado do ânimo. Na minha interpretação, isso é porque você apaixonado naturalmente tem os ânimos alterados. Isso se reflete nos sintomas mais comuns e facilmente identificáveis, como frio na barriga, coração acelerado, coração saindo pela boca, suor frio principalmente nas mãos e axilas, borboletas no estômago, pensamento longe, déficit de atenção e/ou concentração, sorrisinho no canto da boca, cara de besta, e outros do mesmo gênero.
3) Grande predileção. Na minha interpretação isso é muito óbvio. Quando você está apaixonado por alguém, é óbvio que você prefere ele a qualquer outra coisa. Prefere ele a estudar. A trabalhar. A sair com os amigos. A ficar em casa na frente do computador. A comer. A respirar. A viver. Ou só pensa em viver se for perto dele, 24h por dia.
4) Afeto violento, amor ardente. Afeto na minha concepção não pode ser algo violento. Violência não tem nada a ver com paixão. "Arrebatador" seria uma palavra melhor. Dicionário burro, não entende nada de paixão! Já o amor ardente eu concordo. Já dizia o poeta, o amor é fogo que arde sem se ver... blá blá blá... E arde mesmo, falta explodir. E dói.
5) O objeto desse amor. Na minha interpretação isso é quando você chama o receptor de "paixão", e não o trata como se ele fosse um simples objeto. Dicionário burro. É alguém que você é capaz de respeitar e tratar com devoção, carinho, atenção, e todas as coisas lindas e românticas que um objeto não precisa receber. E que pessoas-objetos não fazem questão de receber.
6) Pena, cuidado, trabalho. Quase me repetindo da definição anterior. É quando você é capaz de se dedicar a cuidar de alguém. É capaz de tratá-lo como ele merece ser tratado, com carinho, atenção, devoção, e todas as coisas lindas e românticas que eu preciso receber. E quando você não vê isso como um trabalho ou uma obrigação, e faz simplesmente porque se sente bem assim, vendo o outro feliz. Dicionário burro.
7) Grande desgosto, grande pesar. Aí é quando não dá certo.
Quando a gente é burro e acha que escolheu o alguém certo. Aí ele te trata como um objeto, não se esforça pra te ver feliz, prefere qualquer programa a você, trata com violência com o seu afeto e de repente desaparece, evidenciando que tudo era ilusão, que os seus sintomas de paixão não passavam de idiotice. Deixa você com o ânimo desordenado, o coração ardendo de ódio, vontade de não estudar nem trabalhar nem viver por mais 24 minutos... e a impressão de que nunca mais vai poder sentir aquele perfume de novo sem sentir um embrulho no estômago.

Ass: Bella Marcatti.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
MEU NOVO ESPETÁCULO!!

O espetáculo
O teatro se transforma em uma casa de baile, onde, ao som do bolero, os atores improvisam histórias inéditas, construídas a partir de estímulos do público. A vitalidade da improvisação teatral apropria-se do universo da dança a dois para oferecer ao público a experiência do encontro com o inesperado.
Serviço:
De 22 a 27 de outubro, às 20h (de sexta a quarta)
Duração: 60 minutos
Teatro: Caixa Clara - Rua Geraldo Teixeira da Costa 141, Floresta
Classificação: 14 anos
Valores dos ingressos na bilheteria: R$ 12,00 (inteira) / R$ 6,00
Informações: 31 8794-6283
Ficha Artística
Elenco: Bella Marcatti, Débora Vieira, Fabiano Lana, Guilherme Théo, Mariana Vasconcelos, Mateus Bianchim, Rafael Protzner e Vivian Bernardes.
Direção: Débora Vieira
Autor: Criação Coletiva
Aulas de bolero: Bruno Ferraz e Santos, Lúcio Paiva Jr. e José Ricardo Junior
Coreografia: Lúcio Paiva Jr.
Treinamento de Impro: Mariana Vasconcelos e Mateus Bianchim
Preparação corporal: Débora Vieira
Trilha Sonora: Pedro de Filippis
Iluminação: Milena Pitombo e Sidnei Honório
Cenografia: Vivian Bernardes
Figurino: Fernanda Bravin
Arte gráfica: Fernando Noronha
Fotografia: DuSantos
Assessoria de Imprensa: Adilson Marcelino (Cia Clara)
Realização: Cia Clara de Teatro e UMA Companhia
Produção: Caixa Clara e Débora Vieira
A direção
Integrante e fundadora da UMA Companhia, Débora Vieira é atriz formada pelo CEFAR (Fundação Clóvis Salgado) e atualmente realiza estudos de mestrado no Poslit UFMG, numa pesquisa sobre a dramaturgia da improvisação. Junto à UMA Companhia, atua no espetáculo Match de Improvisação (2006), sob direção de Mariana Muniz. Integra também o elenco da peça Cortiços (2008), dirigida pelo coreógrafo Tuca Pinheiro e produzida pela Cia de Teatro Luna Lunera. Trabalhou como co-dramaturga do espetáculo A Fabulosa Redonda Flor (2009), dirigida por Bruno Godinho junto à Cia de Yepocá. Em 2009, residindo na cidade de Santiago do Chile, realizou uma residência artística junto ao Colectivo Teatral Mamut e estudos de especialização em Dança-Teatro (Instituto de Enseñanza Teatral La Olla) e Pedagogia Teatral (Universidad de Chile). Ainda em 2009 participou do festival Mujeres Creadoras, realizado pelo grupo Yuyachkani, na cidade de Lima, Peru. Em 2010, dirigiu Fábrica de Cimento (concepção de Clécio Luiz), cena finalista do projeto Cena-Espetáculo do Galpão Cine Horto. Já ministrou aulas de Consciência Corporal e de Yoga na Geraes Cultural (BH) e de investigação teatral no projeto no IN CENA – Curso livre de Teatro da Cia. de Teatro Luna Lunera –, além de oficinas e cursos de improvisação junto à UMA Companhia. Integrou oficinas com Shawn Kinley (Canadá), Impromadrid (Espanha), Complot Escena (México), Natália Tencer (Argentina), Cristina Castrillo (Suíça), Graziela Rodrigues (SP), Lia Rodrigues (RJ), Morena Nascimento (BH) e Movasse (BH), entre outros.
O grupo
A Uma Companhia é constituída por atores formados nos cursos de Teatro do Palácio das Artes – Cefar, da Fundação Clóvis Salgado, e da UFMG.
O espetáculo de estreia, Match de improvisação, é sucesso de público em Belo Horizonte, desde 2006, com a inusitada mistura entre teatro e esporte que transforma os atores em jogadores, e a plateia em torcida. O segundo trabalho, Sobre nós, é criado a partir de histórias pessoais contadas por integrantes da plateia, a cada noite. Para empresas e escolas, o grupo trabalha com o espetáculo Imprótese alguma, focado em jogos de impro. Desde o primeiro semester de 2010, o grupo tem também se dedicado a oferecer cursos e oficinas de improvisações, através da UMA Escola de Impro.
A companhia já realizou grandes eventos internacionais de improvisação em Belo Horizonte, com espetáculos, oficinas e debates. Em 2007, organizou o Encontro de Impro, trazendo o grupo espanhol Impromadrid ao Brasil. Em 2008, foi a vez do Fimpro (Festival Internacional de Improvisação Teatral), com participação dos grupos Colectivo Mamut (Chile), Complot Escena (México), Liga Profesional de Improvisación (Argentina) e Acción Impro (Colômbia), além dos grupos nacionais Cia. Imprópria (Ouro Preto – MG), Cia. Acômica (Belo Horizonte – MG) e Cia. do Quintal (São Paulo – SP). Em outubro deste ano, o grupo representou o Brasil no Mundial Impro Chile 2010.
Este espetáculo não conta com patrocínio.
Apoiadores
O espetáculo foi realizado com o apoio do Edital Ilhas Livres 2010, da Cia Clara de Teatro, e também conta com o apoio cultural de: